O Objetivo do Programa Qualidade de Vida é traçar um perfil de vulnerabilidade do paciente quanto ao risco de morbidade a partir de um questionário detalhado que considera além dos sintomas psicofisiológicos, também o hábito de vida e as medidas antropométricas do paciente como IMC (Índice de Massa Corpórea) e CC (Circunferência de Cintura). A partir deste perfil é traçado uma conduta de mudanças de hábito de vida e nutricional, associando também complementos macro e microminerais importantes para a manutenção orgânica do paciente.
Segundo a Nutricionista, Drª Sônia Tucunduva Philipi (2004), “ a busca do homem por uma alimentação equilibrada é antiga, porém é recente a preocupação por uma alimentação segura, saudável e integrada ao meio ambiente sustentável”.
A promoção de hábitos e práticas alimentares saudáveis tem início na infância, com o aleitamento materno e na prática faz parte da adoção de estilos de vida saudáveis, sendo importante componente na promoção e na qualidade de vida. Aliada à atividade física adequada está a necessidade desta dieta saudável e do controle do peso, como também, o acompanhamento ao não tabagismo, o controle da dosagem alcoólica, a disponibilidade de tempo para lazer e convivência com familiares e amigos, a dedicação a uma atividade produtiva e o acesso à informação.
Durante o acompanhamento no Programa Qualidade de Vida, o tema saúde contextualizado na realidade e suas diversidades e desafios,é discutido como ordem primeira com a intenção de fazer com que as mulheres e os homens se sintam motivados em provocar mudanças em sua própria vida em busca de um bem estar maior em todas as dimensões humanas (bio-psicoscial).
As doenças crônico-degenerativas, como os cânceres, os distúrbios cardiovasculares, a osteoporose, as artropatias e outras que constituem causas importantíssimas de adoecimento e morte nos países ocidentais, estão diretamente vinculadas à dieta dos povos.
A alimentação saudável contribui de modo significativo para a desaceleração do processo de envelhecimento, hidratando e fortalecendo as células de todos os tecidos. Parte da energia de que necessitamos para viver e ter saúde vem dos alimentos; portanto, é preciso saber escolhê-los e prepará-los.
Com o avançar da idade, o metabolismo diminui, e se observar bem os sinais que o corpo emite, se percebe que há diminuição também da necessidade calórica. É preciso, a partir de então, de menor quantidade de alimentos. Assim, se faz necessária atenção absoluta na qualidade do que se come.
O Programa Qualidade de Vida tem obtido resultados muito satisfatório na vida dos pacientes, pois os mesmo conseguem fazer mudanças fundamentais em seus hábitos de vida e alimentares e percebem os benefícios tantos em seus exames laboratoriais como no Bem Estar físico e emocional.
Enfermeira Maria Celina Toledo Martins / COREN 34.605-ES – Coordenadora do Programas Qualidade de Vida